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Análise Mensal +0,72% variação mensal SINAPI (IBGE)

SINAPI Abril 2026 — Análise de Custos da Construção

Dados IBGE + variação por grupo, região e item — análise exclusiva com 15.233 composições e insumos

Publicado em 13 de maio de 2026 · Fonte: IBGE + dados próprios

Resumo Executivo

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) avançou 0,72% em abril de 2026, ficando 0,35 ponto percentual acima da taxa registrada em março (0,37%). É a terceira maior variação para o mês de abril desde 2005, descontados os anos de 2021 e 2022 que foram influenciados pela pandemia de Covid-19, segundo o gerente da pesquisa no IBGE, Augusto Oliveira.

O custo nacional por metro quadrado subiu de R$ 1.932,27 para R$ 1.946,09 — sendo R$ 1.098,80 de materiais e R$ 847,29 de mão de obra. No acumulado de 12 meses, a inflação da construção atinge 7,01%, contra 6,73% nos 12 meses anteriores — uma aceleração consistente que impacta diretamente orçamentos de obras públicas baseados na tabela SINAPI.

Para orçamentistas e engenheiros que trabalham com a tabela SINAPI, o cenário de abril reforça a necessidade de revisar composições de custo que tenham grande peso de materiais, especialmente nos segmentos de transporte de materiais e instalações hidráulicas, que lideram as altas.

Indicadores do Mês

Indicador Mensal No ano 12 meses Valor/m²
SINAPI (índice geral) 0,72% 2,89% 7,01% R$ 1.946,09
↳ Materiais 0,83% 1,90% 4,99% R$ 1.098,80
↳ Mão de obra 0,57% 4,19% 9,77% R$ 847,29

Fonte: IBGE/SINAPI. Valores em R$ por m² de construção.

A parcela de materiais foi o principal vetor de pressão em abril, com variação de 0,83% — praticamente o dobro de março (0,43%) e mais que o dobro de abril de 2025 (0,31%). No acumulado do ano, materiais sobem 1,90% e em 12 meses, 4,99%.

A mão de obra variou 0,57%, acelerando em relação a março (0,31%), influenciada por dissídios coletivos em diversos estados. No acumulado de 12 meses, a pressão salarial é mais intensa: 9,77% — quase o dobro da inflação de materiais. Isso reflete a dinâmica do mercado de trabalho aquecido no setor, com acordos coletivos que reajustam todas as categorias profissionais simultaneamente em cada estado.

Variação por Região

Variação por Região

Nordeste 0,98%
Sudeste 0,66%
Sul 0,61%
Norte 0,58%
Centro-Oeste 0,42%

Destaques Estaduais

AC

Acre +3,89%

Acordo coletivo nas categorias profissionais

MA

Maranhão +2,99%

Reajuste nas categorias profissionais

A Região Nordeste lidera pelo segundo mês consecutivo, com alta de 0,98% — puxada por reajustes salariais concentrados no período. O Acre registrou a maior variação estadual: 3,89%, seguido pelo Maranhão com 2,99%, ambos sob efeito de acordos coletivos nas categorias profissionais da construção civil.

O Centro-Oeste teve a menor variação regional (0,42%), enquanto Sudeste (0,66%) e Sul (0,61%) ficaram próximos da média nacional. O estado de São Paulo — maior mercado de construção do país — manteve variação moderada, em linha com o comportamento dos materiais.

Para consultar os preços SINAPI atualizados por estado, acesse a página de estados ou navegue diretamente para qualquer UF — por exemplo, São Paulo, Rio de Janeiro ou Minas Gerais.

Grupos com Maiores Variações

Os grupos de transporte de materiais e instalações hidráulicas em PPR concentram as maiores altas, refletindo tanto a pressão de materiais quanto a entrada de novos itens na tabela que foram recalibrados pelo IBGE.

Na ponta oposta, guarda-corpo e corrimão e grampo para solo grampeado apresentam quedas expressivas, possivelmente por correção de valores inflados em referências anteriores ou redução nos preços de aço e materiais metálicos.

Se você trabalha com orçamento de obras de infraestrutura, os grupos de concreto projetado e armação merecem atenção especial — ambos recuaram entre 5% e 8% nos últimos 12 meses.

Composições e Insumos com Maiores Variações

Variação no último mês

Variação acumulada (12 meses)

Metodologia do ranking

Variação 12 meses: composições e insumos com preço desonerado em pelo menos 10 estados nos dois períodos comparados. Variações acima de 500% são excluídas por indicarem rebase do IBGE (item recriado ou reclassificado).

Variação mensal: itens com preço em pelo menos 1 estado no mês atual e no anterior. Variações acima de 50% são excluídas (recalibragem). O número de UFs com dados aparece no campo "UFs".

Preço médio: média aritmética simples dos preços desonerados nas UFs com dados válidos. Não é média ponderada por população ou PIB.

Fonte dos preços: planilha XLSX oficial da Caixa Econômica Federal.

A seção “último mês” mostra o que mudou agora — de março para abril — e é o dado mais relevante para quem está fechando orçamento. A seção “12 meses” mostra a tendência acumulada; variações extremas (acima de 100%) geralmente indicam rebase do IBGE — itens recriados ou reclassificados.

Para orçamentistas: se a composição que você utiliza aparece na lista de altas ou baixas, vale revisar o caderno técnico do item para entender se houve mudança metodológica ou se é uma variação de mercado real.

Licitações Públicas e SINAPI

Os dados do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) mostram que 4.889 códigos SINAPI foram referenciados em licitações públicas recentes, totalizando 21.527 licitações mapeadas.

A Lei 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações) exige o uso do SINAPI como referência para orçamentos de obras públicas com recursos federais. A atualização mensal da tabela — como esta referência de abril — é o que garante que os preços referenciais reflitam o mercado atual. Composições desatualizadas ou congeladas em referências antigas podem levar a sobrepreço ou a licitações desertas.

Confira as composições mais licitadas para entender quais itens SINAPI são mais demandados pelo setor público.

Perspectivas

Com a Selic em patamar restritivo e o câmbio pressionando materiais importados, a tendência para os próximos meses é de manutenção da pressão sobre materiais, especialmente em itens com componente importado (aço, cobre, materiais elétricos).

A mão de obra deve continuar acelerando no segundo trimestre, com a concentração de dissídios coletivos entre abril e junho em diversos estados. A página de encargos sociais traz os percentuais atualizados por UF para os regimes desonerado e onerado.

A próxima divulgação do SINAPI pelo IBGE, referente a maio de 2026, está prevista para 12 de junho. Esta página será atualizada com a análise do mês seguinte assim que os dados forem publicados.

Para acompanhar o histórico de variação de qualquer composição ou insumo específico, use a busca e acesse a página de detalhe — cada item tem gráfico de variação 12 meses e tabela mês a mês.


Dados: IBGE/SINAPI, Caixa Econômica Federal, BCB. Análise: Buscador SINAPI. Última atualização: 2026-05-13.

Perguntas frequentes

O que mudou no SINAPI em abril de 2026?
O SINAPI de abril/2026 registrou variação de +0,72% no índice nacional da construção civil, segundo o IBGE. Esta análise detalha as variações por região, grupo de serviço e os itens individuais com maiores altas e baixas.
Como a variação SINAPI afeta licitações públicas?
A Lei 14.133/2021 exige que orçamentos de obras públicas com recursos federais utilizem o SINAPI como referência. Variações na tabela impactam diretamente os valores de referência e podem exigir revisão de composições de custo em andamento.
Onde consulto os preços SINAPI por estado?
Na página de estados você encontra os preços SINAPI para cada uma das 27 UFs. Cada composição e insumo tem preços desonerado e onerado por estado.
Qual a diferença entre preço desonerado e onerado?
O preço desonerado considera as alíquotas de INSS reduzidas pela desoneração da folha (Lei 12.546/2011). O onerado aplica a contribuição previdenciária patronal integral. A página de encargos sociais detalha os percentuais por UF.