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Análise Mensal +0,30% variação mensal SINAPI (IBGE)

SINAPI Setembro 2026 — Análise de Custos da Construção

Dados IBGE + variação por grupo, região e item — análise exclusiva com 15.477 composições e insumos

Publicado em 10 de outubro de 2026 · Fonte: IBGE + dados próprios

Resumo Executivo

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) variou 0,30% em setembro de 2026 — desaceleração de 0,14 ponto percentual frente a agosto (0,44%) e a menor taxa mensal desde maio. Rompe-se, assim, a sequência de dois meses no mesmo patamar de 0,44%. Nos acumulados, o movimento de sinal trocado continua: o de 12 meses recuou para 6,81% (ante 7,03% em agosto, -0,22 ponto percentual), enquanto o acumulado do ano subiu para 5,72% (ante 5,41%, +0,31 ponto percentual).

O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 1.993,76 para R$ 1.999,73 — alta de R$ 5,97 no mês, bem abaixo dos R$ 8,66 de agosto — sendo R$ 1.127,17 de materiais e R$ 872,56 de mão de obra. Na prática, o metro quadrado de referência fecha setembro a 27 centavos dos R$ 2.000, marca que deve ser cruzada já na próxima referência mesmo com taxa mensal fraca.

Para orçamentistas e engenheiros que trabalham com a tabela SINAPI, setembro é um mês de freio nos dois componentes ao mesmo tempo: materiais desaceleram de 0,35% para 0,28% e mão de obra de 0,55% para 0,33% — ou seja, a aceleração salarial de agosto não teve continuidade. O eixo regional voltou para o Centro-Oeste, com Mato Grosso concentrando a maior alta do país (+3,34%), a maior variação estadual registrada em 2026 até aqui nesta série de análises.

Indicadores do Mês

Indicador Mensal No ano 12 meses Valor/m²
SINAPI (índice geral) 0,30% 5,72% 6,81% R$ 1.999,73
↳ Materiais 0,28% 4,54% 5,54% R$ 1.127,17
↳ Mão de obra 0,33% 7,31% 8,53% R$ 872,56

Fonte: IBGE/SINAPI. Valores em R$ por m² de construção.

A parcela de materiais variou 0,28% — desaceleração de 0,07 ponto percentual frente a agosto (0,35%) e o terceiro recuo mensal consecutivo nesse componente. No acumulado do ano, materiais sobem 4,54% (ante 4,24% em agosto); em 12 meses, o índice recuou para 5,54% (ante 5,65%). O grupo de instalações em cobre estabilizou em 30,54% em 12 meses (ante 30,63%), interrompendo a aceleração de 4,12 pontos percentuais vista no mês anterior — o risco de componente importado segue no radar, mas sem piora adicional.

A mão de obra desacelerou de 0,55% em agosto para 0,33% em setembro — recuo de 0,22 ponto percentual, devolvendo mais do que a aceleração do mês anterior. No acumulado de 12 meses a pressão salarial recuou para 8,53% (ante 8,88% em agosto, -0,35 ponto percentual), ainda bem acima da inflação de materiais no mesmo horizonte (5,54%) e o componente que mais encarece a construção no ano cheio. No acumulado do ano, a mão de obra avança 7,31% (ante 6,95% em agosto), contra 4,54% dos materiais.

Variação por Região

Variação por Região

Centro-Oeste 1,34%
Nordeste 0,32%
Norte 0,16%
Sudeste 0,14%
Sul 0,07%

Destaques Estaduais

MT

Mato Grosso +3,34%

Maior alta do país: reajuste nas categorias profissionais firmado em acordo coletivo

AL

Alagoas +1,84%

Segunda maior alta do mês

GO

Goiás +0,72%

Terceira maior alta do mês

RR

Roraima +0,61%

Quarta maior alta do mês

O Centro-Oeste liderou setembro com alta de 1,34% — quase o dobro da variação regional de agosto (0,87%) e, sozinho, responsável pela sustentação da taxa nacional. O motor foi o Mato Grosso: +3,34%, a maior alta do país, atribuída pelo IBGE a reajuste nas categorias profissionais firmado em acordo coletivo. Goiás completou o quadro regional com +0,72%, terceira maior alta do mês. O Nordeste veio em segundo entre as regiões, com 0,32%, puxado por Alagoas (+1,84%, segunda maior alta do mês). O Norte (0,16%) teve em Roraima (+0,61%) a quarta maior alta estadual.

A virada mais relevante está no Sul: líder nacional em agosto com 1,15%, caiu para 0,07% em setembro, praticamente zero. O Sudeste (0,14%) segue na faixa de estagnação pelo terceiro mês seguido (0,18% em agosto, 0,19% em julho). Para quem orça fora do Centro-Oeste, setembro é um mês de custo quase parado; para quem orça em Mato Grosso, é mês de refazer conta. Para consultar os preços SINAPI atualizados por estado, acesse a página de estados ou navegue diretamente para qualquer UF — por exemplo, Mato Grosso, Alagoas, Goiás ou Roraima.

Grupos com Maiores Variações

Os grupos de transporte de materiais (+33,5% em 12 meses, 93 itens), limpeza de obra (+31,0%, 21 itens) e instalações em cobre (+30,5%, 242 itens) mantêm o pódio praticamente inalterado frente a agosto (33,7% / 31,02% / 30,63%). O novo entrante é o mais informativo do mês: assentamento de tubos de esgoto em PVC e PEAD aparece em quarto lugar com +27,97% em 12 meses e 56 itens — grupo que não figurava no ranking de agosto e que se conecta diretamente às maiores altas mensais da tabela (próxima seção).

Na sequência vêm graute e armação (+24,4%, 21 itens, estável frente aos 24,38% de agosto), bombas hidráulicas centrífugas (+24,3%, 18 itens, ante 23,95%), instalações de ar condicionado em cobre (+22,9%, 15 itens, ante 23,05%) e transporte, carga e descarga de materiais, que acelerou de 14,44% para 15,17% (140 itens). Alvenaria estrutural em blocos de concreto (+14,4%, 8 itens) e telhamento para cobertura (+13,4%, 42 itens) fecham o grupo das altas acumuladas, ambos estáveis.

Na ponta negativa, instalações elétricas — eletrodutos, conexões e conduletes aparentes segue a maior deflação acumulada (-8,05%, 45 itens), seguida por galerias com aduelas de concreto, que aprofundou a queda de -2,91% para -7,42% (5 itens), e cercas, protetores e alambrados (-6,82%, 13 itens). Esgotamento de vala e rebaixamento do lençol freático continua negativo em -5,02% (8 itens) — o grupo da composição com erro reconhecido pela Caixa em agosto. Entra na lista instalações de gás em PEX multicamadas (-3,49%, 16 itens), coerente com as maiores quedas mensais do mês. Já instalações de ar condicionado (-3,24% ante -5,53%) e iluminação predial e monitoramento (-2,47% ante -4,86%) perderam metade da deflação acumulada, e concreto projetado, que estava em -6,05% em agosto, saiu da lista: o alívio em orçamentos desses grupos está encolhendo.

Composições e Insumos com Maiores Variações

Variação no último mês

Maiores altas

104007 +35,0%

TE DE REDUÇÃO, 90 GRAUS, PVC, SOLDÁVEL, DN 50 MM X 20 MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

R$ 24,42 → R$ 32,97 · UFs: 27
103984 +34,9%

JOELHO 90 GRAUS, PVC, SOLDÁVEL, DN 50MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIMENTO E

R$ 21,75 → R$ 29,33 · UFs: 27
103985 +30,9%

JOELHO 45 GRAUS, PVC, SOLDÁVEL, DN 50MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIMENTO E

R$ 24,59 → R$ 32,18 · UFs: 27
104004 +30,8%

TE, PVC, SOLDÁVEL, DN 50MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.

R$ 32,94 → R$ 43,06 · UFs: 27
103995 +30,4%

LUVA, PVC, SOLDÁVEL, DN 50MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO

R$ 16,72 → R$ 21,80 · UFs: 27
104006 +29,5%

TÊ DE REDUÇÃO, PVC, SOLDÁVEL, DN 50MM X 25MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIME

R$ 27,91 → R$ 36,14 · UFs: 27
103987 +28,5%

CURVA 45 GRAUS, PVC, SOLDÁVEL, DN 50MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIMENTO E

R$ 26,63 → R$ 34,23 · UFs: 27
104001 +26,9%

ADAPTADOR CURTO COM BOLSA E ROSCA PARA REGISTRO, PVC, SOLDÁVEL, DN 50MM X 1.1/2", INSTALADO EM RAMAL

R$ 15,26 → R$ 19,38 · UFs: 27
104009 +25,6%

BUCHA DE REDUÇÃO, CURTA, PVC, SOLDÁVEL, DN 50 X 40 MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA -

R$ 14,69 → R$ 18,45 · UFs: 27
89392 +25,5%

CURVA DE TRANSPOSIÇÃO, PVC, SOLDÁVEL, DN 32MM, INSTALADO EM RAMAL OU SUB-RAMAL DE ÁGUA FORNECIMENTO

R$ 27,29 → R$ 34,25 · UFs: 27

Maiores quedas

100807 -30,8%

TUBO, PEX, MULTICAMADA, COM TUBO LUVA, DN 16 MM, INSTALADO EM RAMAL INTERNO DE INSTALAÇÕES DE GÁS -

R$ 26,24 → R$ 18,17 · UFs: 27
100808 -27,7%

TUBO, PEX, MULTICAMADA, COM TUBO LUVA, DN 20 MM, INSTALADO EM RAMAL INTERNO DE INSTALAÇÕES DE GÁS -

R$ 35,73 → R$ 25,85 · UFs: 27
89401 -26,4%

TUBO, PVC, SOLDÁVEL, DE 20MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO

R$ 12,16 → R$ 8,95 · UFs: 27
100809 -26,3%

TUBO, PEX, MULTICAMADA, COM TUBO LUVA, DN 26 MM, INSTALADO EM RAMAL INTERNO DE INSTALAÇÕES DE GÁS -

R$ 45,84 → R$ 33,80 · UFs: 27
100810 -25,1%

TUBO, PEX, MULTICAMADA, COM TUBO LUVA, DN 32 MM, INSTALADO EM RAMAL INTERNO DE INSTALAÇÕES DE GÁS -

R$ 60,13 → R$ 45,06 · UFs: 27
89439 -22,4%

TÊ SOLDÁVEL E COM ROSCA NA BOLSA CENTRAL, PVC, SOLDÁVEL, DN 20MM X 1/2, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRI

R$ 13,04 → R$ 10,12 · UFs: 27
89355 -21,9%

TUBO, PVC, SOLDÁVEL, DE 20MM, INSTALADO EM RAMAL OU SUB-RAMAL DE ÁGUA - FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. A

R$ 23,05 → R$ 17,99 · UFs: 27
101172 -19,6%

EXECUÇÃO DE PAVIMENTO EM PEDRAS POLIÉDRICAS, REJUNTAMENTO COM ARGAMASSA TRAÇO 1:3 (CIMENTO E AREIA)

R$ 96,02 → R$ 77,23 · UFs: 27
89404 -18,9%

JOELHO 90 GRAUS, PVC, SOLDÁVEL, DN 20MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIMENTO E

R$ 8,16 → R$ 6,62 · UFs: 27
89402 -18,7%

TUBO, PVC, SOLDÁVEL, DE 25MM, INSTALADO EM RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO

R$ 13,98 → R$ 11,37 · UFs: 27

Variação acumulada (12 meses)

Metodologia do ranking

Variação 12 meses: composições e insumos com preço desonerado em pelo menos 10 estados nos dois períodos comparados. Variações acima de 500% são excluídas por indicarem rebase do IBGE (item recriado ou reclassificado).

Variação mensal: itens com preço em pelo menos 1 estado no mês atual e no anterior. Variações acima de 50% são excluídas (recalibragem). O número de UFs com dados aparece no campo "UFs".

Preço médio: média aritmética simples dos preços desonerados nas UFs com dados válidos. Não é média ponderada por população ou PIB.

Fonte dos preços: planilha XLSX oficial da Caixa Econômica Federal.

O movimento mais forte do mês é a família de assentamento de tubo de PVC corrugado de dupla parede para rede coletora de esgoto, que subiu em bloco e nos dois horizontes: o DN 300 mm (composição 90743) avançou +273,67% no mês e +308,02% em 12 meses, para R$ 24,81/m; o DN 350 mm subiu +186,05% no mês (+212,37% em 12 meses, R$ 20,86/m); o DN 400 mm, +170,60% (+189,68%, R$ 29,54/m); e o DN 250 mm, +140,86% (+163,01%, R$ 14,41/m). Variação desse tamanho em 12 meses pede o caveat habitual de rebase/reclassificação — mas aqui a alta se repete na janela mensal, o que indica repricificação concentrada em setembro, no mesmo padrão da composição 104187 em agosto. É exatamente a família que coloca o grupo de assentamento de tubos de esgoto em PVC e PEAD no ranking de altas acumuladas. Quem tem rede coletora em orçamento aberto deve conferir esses quatro itens antes de fechar.

Nas altas mensais da tabela de conexões, o eixo é o PVC soldável DN 50 mm instalado em ramal de distribuição de água: o tê de redução 50x20 mm subiu +35,01% (de R$ 24,42 para R$ 32,97), o joelho 90 graus DN 50 mm +34,85% (de R$ 21,75 para R$ 29,33), o joelho 45 graus +30,86% (de R$ 24,59 para R$ 32,18) e o tê DN 50 mm +30,75% (de R$ 32,94 para R$ 43,06) — todos com variação em 27 UFs, ou seja, movimento nacional e não regional. As curvas de transposição DN 25 mm e DN 32 mm acompanharam, com cerca de +25,5% cada.

E aqui está o ponto de atenção prático de setembro: a mesma família de PVC soldável caiu nas bitolas pequenas. O tubo DN 20 mm em ramal de distribuição recuou -26,44% (de R$ 12,16 para R$ 8,95), o tubo DN 20 mm em ramal ou sub-ramal -21,94% (de R$ 23,05 para R$ 17,99), o tubo DN 25 mm -18,67% (de R$ 13,98 para R$ 11,37), e as conexões de 20 mm — tê, joelhos e luva — cederam entre -15% e -22%. Subir nas bitolas grandes e cair nas pequenas, no mesmo mês e nas 27 UFs, é assinatura de reestruturação da família, não de tendência única de preço: orçamento hidráulico predial fechado com a referência de agosto precisa ser reprecificado item a item, não por índice.

A outra queda relevante é o tubo PEX multicamada com tubo luva para ramal interno de gás: DN 16 mm -30,75% (de R$ 26,24 para R$ 18,17), DN 20 mm -27,66% (de R$ 35,73 para R$ 25,85), DN 26 mm -26,26% (de R$ 45,84 para R$ 33,80) e DN 32 mm -25,06% (de R$ 60,13 para R$ 45,06) — é o que explica a entrada do grupo de instalações de gás em PEX multicamadas na lista de deflação acumulada. Fecha a lista a execução de pavimento em pedras poliédricas com rejuntamento em argamassa 1:3, que caiu -19,57% (de R$ 96,02 para R$ 77,23).

Na janela de 12 meses, os demais extremos seguem o padrão de rebase/reclassificação já apontado nas análises anteriores: o transporte horizontal com manipulador telescópico de bacia sanitária acumula +267,79% com apenas +0,32% no mês, o de telhas termoacústicas +262,53% (+0,32% no mês) e a limpeza de revestimento cerâmico em parede com pano úmido +248,32% (+0,27% no mês). Nas baixas, o telhamento com telha de encaixe tipo francesa de vidro segue em -92,15% em 12 meses com +1,37% no mês, e a instalação e retirada de revestimento metálico para perfuração de solo (composição 104187) permanece em -90,39% em 12 meses, agora com -0,09% no mês: o patamar derrubado em agosto não foi revertido nesta referência, e a recomendação de não levar esse preço para orçamento novo continua valendo.

A seção “último mês” é o dado relevante para quem está fechando orçamento agora.

Itens Novos e Alterados

A referência de setembro trouxe 734 manutenções na tabela — mais que o dobro das 358 de agosto e o maior volume desde julho (760). A diferença de natureza, porém, é o que importa: 635 das 734 são alterações em composições que já existiam — 325 com alteração de itens/coeficientes e 310 com alteração de descrição. Criações somam 33 composições com custo, 12 sem custo e 3 auxiliares, além de 13 composições que iniciaram divulgação de custo; do lado dos insumos, 27 criados sem preço, 2 com preço e 1 com descrição alterada. A tabela chega a 10.599 composições e 4.878 insumos (ante 10.547 e 4.876 em agosto).

Mês de alteração de coeficiente é mês de conferir composição, não só preço: quando muda o item ou o coeficiente, o custo unitário pode se mover sem que nenhum insumo tenha mudado de preço — e é provavelmente o que está por trás das repricificações em bloco de PVC e PEX descritas acima. A lista completa, com preço médio nacional e link para a página de cada item, está em Itens Novos e Alterados de setembro — leitura obrigatória para quem mantém orçamento vivo entre referências.

8 composições desativadas — o que fazer com elas

Setembro desativou apenas 8 composições, contra 100 em agosto e 55 em julho — o menor lote das últimas referências e um alívio para quem precisa manter rastreabilidade entre versões da tabela.

Desativada não significa que a composição desapareceu: ela não deve ser usada em orçamentos novos, mas contratos em andamento mantêm a referência da época da licitação. Cada uma das 8 segue com página própria aqui, consultável por código e por estado, com o último preço publicado e o mês da desativação em destaque. A lista completa está no relatório de manutenções de setembro.

Licitações Públicas e SINAPI

Os dados do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) mostram que 5.417 códigos SINAPI foram referenciados em licitações públicas recentes, totalizando 30.224 licitações mapeadas — ante 5.332 códigos e 24.475 licitações em agosto, alta de 85 códigos e 5.749 licitações no mês. O salto no número de certames, com variedade de códigos praticamente estável, indica mais obras licitadas sobre o mesmo repertório de itens.

A Lei 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações) exige o uso do SINAPI como referência para orçamentos de obras públicas com recursos federais. A atualização mensal da tabela — como esta referência de setembro — é o que garante que os preços referenciais reflitam o mercado atual. Mesmo com a desaceleração mensal para 0,30%, usar uma referência desatualizada significa carregar parte da defasagem acumulada de 5,72% no ano.

Confira as composições mais licitadas para entender quais itens SINAPI são mais demandados pelo setor público.

Perspectivas

Setembro é o mês mais fraco do segundo semestre até aqui: 0,30%, com freio simultâneo em materiais (de 0,35% para 0,28%) e mão de obra (de 0,55% para 0,33%). O acumulado de 12 meses recuou pelo segundo mês seguido, para 6,81%, enquanto o acumulado do ano subiu para 5,72% — a conta de defasagem de quem orça com tabela velha continua crescendo, ainda que mais devagar. A hierarquia entre componentes não mudou: no horizonte de 12 meses a mão de obra acumula 8,53% contra 5,54% dos materiais; no ano, 7,31% contra 4,54%.

O eixo regional voltou ao Centro-Oeste (1,34%), e de forma bem concentrada: Mato Grosso com +3,34% e Goiás com +0,72%. Alagoas (+1,84%) e Roraima (+0,61%) completam os destaques do IBGE. Do outro lado, o Sul desabou de 1,15% para 0,07% e o Sudeste segue perto de zero (0,14%) pelo terceiro mês. Os acordos coletivos continuam descentralizados e sem padrão fixo mês a mês — razão para tratar reajuste de mão de obra por UF, e não pela média nacional.

Para quem fecha orçamento agora, o cenário recomenda: revisar composições intensivas em mão de obra em Mato Grosso, Alagoas, Goiás e Roraima; reprecificar item a item todo o escopo hidráulico predial em PVC soldável, que subiu até +35,01% nas bitolas DN 50 mm e caiu até -26,44% nas de 20 mm e 25 mm no mesmo mês; conferir os quatro itens de assentamento de tubo de PVC corrugado para rede coletora de esgoto antes de levá-los a planilha, dada a repricificação de três dígitos; e aproveitar o recuo do PEX multicamada para gás, entre -25,06% e -30,75%, em escopos ainda não contratados. Vale também acompanhar o fôlego da deflação em instalações de ar condicionado e iluminação predial, que perderam cerca de metade da queda acumulada em um único mês. A página de encargos sociais traz os percentuais atualizados por UF para os regimes desonerado e onerado.

A próxima divulgação do SINAPI pelo IBGE, referente a outubro de 2026, está prevista para 12 de novembro. Esta página será atualizada com a análise do mês seguinte assim que os dados forem publicados.

Para acompanhar o histórico de variação de qualquer composição ou insumo específico, use a busca e acesse a página de detalhe — cada item tem gráfico de variação 12 meses e tabela mês a mês.


Dados: IBGE/SINAPI, Caixa Econômica Federal. Análise: Buscador SINAPI. Última atualização: 2026-10-10.

Itens Novos e Alterados em Setembro 2026

O relatório oficial de manutenções da Caixa registrou 734 mudanças na tabela SINAPI nesta referência — 77 itens novos, 13 com início de divulgação de custo, 636 alterados e 8 desativados ou suspensos.

Lista completa dos 734 itens

Código, descrição, tipo de manutenção, preço médio nacional e link de cada item

Perguntas frequentes

O que mudou no SINAPI em setembro de 2026?
O SINAPI de setembro/2026 registrou variação de +0,30% no índice nacional da construção civil, segundo o IBGE. Esta análise detalha as variações por região, grupo de serviço e os itens individuais com maiores altas e baixas.
Quais itens entraram ou mudaram na tabela SINAPI em setembro de 2026?
O relatório oficial de manutenções da Caixa registrou 734 mudanças na tabela SINAPI de setembro/2026, entre criações de itens, início de divulgação de custos, alterações de descrição/coeficientes e desativações. A página de itens novos e alterados de setembro/2026 lista todos os códigos afetados, com preço médio e link para a página de cada um.
Como a variação SINAPI afeta licitações públicas?
A Lei 14.133/2021 exige que orçamentos de obras públicas com recursos federais utilizem o SINAPI como referência. Variações na tabela impactam diretamente os valores de referência e podem exigir revisão de composições de custo em andamento.
Onde consulto os preços SINAPI por estado?
Na página de estados você encontra os preços SINAPI para cada uma das 27 UFs. Cada composição e insumo tem preços desonerado e onerado por estado.
Qual a diferença entre preço desonerado e onerado?
O preço desonerado considera as alíquotas de INSS reduzidas pela desoneração da folha (Lei 12.546/2011). O onerado aplica a contribuição previdenciária patronal integral. A página de encargos sociais detalha os percentuais por UF.