Caderno Técnico SINAPI — Escoramento e preparo de fundo de valas
Documento oficial da Caixa Econômica Federal que descreve como as 51 composições do grupo Escoramento e preparo de fundo de valas são executadas, medidas e aferidas — com normas técnicas, critérios de quantificação e histórico de revisões. Conteúdo transcrito integralmente do PDF oficial.
Sobre este grupo de composições
A CAIXA apresenta o Grupo escoramento e preparo de fundo de valas. O escoramento de valas é uma atividade necessária para a execução de redes de água, esgoto ou drenagem em valas a céu aberto, sendo exigido em determinadas situações, como: risco de desmoronamento, instabilidade do solo no entorno da vala com possibilidade de danos às intervenções adjacentes ou presença de nível d'água elevado. A quantificação deste serviço considera a área das paredes da vala abertas a serem contidas. O preparo do fundo da vala pode consistir apenas na regularização da superfície, de modo a garantir a declividade prevista em projeto e assegurar a limpeza adequada. Alternativamente, pode-se adotar um preparo com a execução de lastro em material granular, como areia ou brita.
O escoramento e o preparo do fundo da vala dependem das especificações do projeto da rede, que define seu traçado, profundidade e largura. A largura da vala, por sua vez, é influenciada pelo tipo de contenção adotado, pelo diâmetro do tubo a ser assentado e pela profundidade da escavação. A norma NBR 17015/2023 apresenta diferentes larguras de valas, como mostram as Tabelas 1 e 2 dos Anexos.
Para os serviços deste grupo deve-se utilizar uma única composição para o trecho, escolhendo-se aquela que engloba a profundidade e a largura da vala, a ser escorada, especificadas no projeto; bem como, a largura da vala especificada no projeto, no caso de uma composição de preparo de fundo de vala.
Dentre os fatores de concepção, considerou-se o tipo de escoramento: pontaleteamento; descontínuo; contínuo (com ou sem perfil metálico tipo "U"); estaca prancha metálica; e, blindagem.
Foram aferidas as composições para os seguintes serviços:
- Escoramento de vala, tipo pontaleteamento, com profundidade variando de: 0 a 1,5 m; 1,5 a 3,0 m; 3,0 a 4,5 m; e com variações de largura de vala: menor que 1,5 m; maior ou igual a 1,5 m e menor que 2,5 m;
- Escoramento de vala, tipo descontínuo, com profundidade variando de: 0 a 1,5 m; 1,5 a 3,0 m; 3,0 a 4,5 m; e com variações de largura de vala: menor que 1,5 m; maior ou igual a 1,5 m e menor que 2,5 m;
- Escoramento de vala, tipo contínuo, com profundidade variando de: 0 a 1,5 m; 1,5 a 3,0 m; 3,0 a 4,5 m; e com variações de largura de vala: menor que 1,5 m; maior ou igual a 1,5 m e menor que 2,5 m;
- Escoramento de vala, tipo contínuo com perfil metálico "U", com profundidade variando de: 0 a 1,5 m; 1,5 a 3,0 m; 3,0 a 4,5 m; e com variações de largura de vala: menor que 1,5 m; maior ou igual a 1,5 m e menor que 2,5 m;
- Escoramento de vala, tipo blindagem, com profundidade variando de: 0 a 1,5 m; 1,5 a 3,0 m; 3,0 a 4,5 m; e com variações de largura de vala: menor que 1,5 m; maior ou igual a 1,5 m e menor que 2,5 m;
- Escoramento de vala, tipo estaca prancha metálica cravada, com profundidade variando de: 0 a 1,5 m; 1,5 a 3,0 m; 3,0 a 4,5 m;
- Preparo de fundo de vala (acerto do solo natural), com variações de largura de vala: menor que 1,5 m; maior ou igual a 1,5 m e menor que 2,5 m; e com variação de nível de interferência;
- Preparo de fundo de vala, lançamento manual ou mecanizado, de areia ou brita, com variações de largura de vala: menor que 1,5 m; maior ou igual a 1,5 m e menor que 2,5 m;
No processo de aferição desse grupo de composições foram analisados dados obtidos em obras de redes de esgoto, redes de água e adutoras, drenagem de água pluvial e obras de contenção distribuídas nas duas macrorregiões brasileiras: Norte-Nordeste, Centro-Oeste e Sul/Sudeste.
A criação deste grupo pela Caixa foi viabilizada pela contratação de Instituição Aferidora, sendo elaborado pela Fundação para Desenvolvimento Tecnológico de Engenharia (FDTE), tendo como responsável técnico o Dr. Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, Coordenador Geral do Projeto de Aferição do SINAPI. A Eng. Civil Camila Seiço Kato cumpriu o papel de Supervisora Técnica, dando apoio à coordenação do trabalho nas áreas técnica e administrativa. E o Prof. Frederico Fernando Falconi atuou como especialista no tema objeto deste trabalho, orientando na especificação dos insumos e das técnicas.
Para melhor conhecimento das especificações dos insumos e do processo de aferição do SINAPI, é recomendável a leitura das Fichas de Especificação Técnica de Insumos e do Livro SINAPI - Metodologias e Conceitos, complementado pelo Livro SINAPI - Cálculos e Parâmetros, disponíveis em www.caixa.gov.br/SINAPI. Neste mesmo endereço estão disponibilizados os relatórios mensais e toda a documentação técnica do SINAPI.
Texto da introdução oficial do Caderno Técnico (Caixa).
Histórico de revisões
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01/2026
- Revisão dos coeficientes de produtividade de mão de obra, consumo de materiais e eficiência de equipamentos das composições aferidas em ciclo anterior.
- Desativações das composições de códigos: 101610; 101611; 101612; 101613; 101614 e 101615 referentes à fabricação de conjunto de módulos metálicos para substituição pelos insumos pertinentes aos conjuntos de módulos fornecidos e instalados para escoramento de valas do tipo blindado.
- Inclusão de novas composições para preparo de fundo de vala com largura menor que 1,5m e para largura maior ou igual a 1,5m e menor que 2,5 m, ambas para acerto do solo natural em locais com nível alto de interferências.
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10/2023
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04/2023
- Revisão do texto de introdução do grupo de composições.
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10/2022
- Inclusão de informação sobre a metodologia de quantificação no texto de introdução do grupo.
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12/2020
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08/2020
- Revisão das composições de escoramento e preparo de fundo de vala;
- Criação das composições de escoramento do tipo contínuo e de fabricação de módulo blindado;
- Substituição do equipamento "Grupo Gerador" por "Inversor de Solda".
Composições deste caderno
51 ativasMédia nacional desonerada. Clique no código para preços por estado, execução e critérios de medição da composição.
Normas e legislação do caderno
- NBR 9061 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9061 - Segurança de escavação a céu aberto.
- Outra Rio de Janeiro, 31 p., 1985.
- NBR 17015:2023 2023 - Execução de obras lineares para transporte de água bruta e tratada, esgoto sanitário e drenagem urbana, utilizando tubos rígidos, semirrígidos e flexíveis. Rio de Janeiro, 114 p., 2023.
- NBR 15696:2009 2009 - Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto - Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos. Rio de Janeiro: ABNT, 2009.
- NBR ISO 16417 ABNT, 2022.
- Outra COPASA - Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Norma Técnica T.014/4 - Escoramento de valas.
- Outra COPASA, 2023. Disponível em: a0d42e87-0000-cd15-b62e-cef362c40c62.pdf. Acesso em: 24 jul. 2025.
- Outra Departamento Estadual De Habitação e Obras Públicas - Orçamento de Obras de Sergipe (ORSE).
- Outra http://orse.cehop.se.gov.br/esp/ES00317.pdf. Acesso em: julho de 2025.
Bibliografia
- NUVOLARI, A. et al. Esgoto Sanitário. São Paulo, 2003.
- SABESP. Especificações técnicas, regulamentação de preços e critérios de medição - Banco de preços de obras e serviços de engenharia. São Paulo, 2019.B9
Perguntas Frequentes
O que é o Caderno Técnico Escoramento e preparo de fundo de valas do SINAPI?
É o documento oficial da Caixa Econômica Federal que descreve como as 51 composições do grupo Escoramento e preparo de fundo de valas do SINAPI são executadas, medidas e aferidas — com critérios de quantificação, normas técnicas e histórico de revisões.
A CAIXA apresenta o Grupo escoramento e preparo de fundo de valas. O escoramento de valas é uma atividade necessária para a execução de redes de água, esgoto ou drenagem em valas a céu aberto, sendo exigido em determinadas situações, como: risco de desmoronamento, instabilidade do solo no entorno da vala com possibilidade de danos às intervenções adjacentes ou presença de nível d'água elevado. A quantificação deste serviço considera a área das paredes da vala abertas a serem contidas. O preparo do fundo da vala pode consistir apenas na regularização da superfície, de modo a garantir a declividade prevista em projeto e assegurar a limpeza adequada. Alternativamente, pode-se adotar um preparo com a execução de lastro em material granular, como areia ou brita.
Quantas composições fazem parte do caderno Escoramento e preparo de fundo de valas?
Quando o caderno Escoramento e preparo de fundo de valas foi criado e o que mudou desde então?
O registro mais antigo do histórico oficial é de 08/2020, com 6 revisões registradas pela Caixa desde então — a mais recente em 01/2026. O histórico completo, com o que mudou em cada revisão, está nesta página.
Quando o caderno Escoramento e preparo de fundo de valas foi aferido e atualizado?
O grupo foi aferido em 01/2026 e a última atualização do caderno é de 01/2026.
Na revisão de 01/2026, a Caixa registrou: Revisão dos coeficientes de produtividade de mão de obra, consumo de materiais e eficiência de equipamentos das composições aferidas em ciclo anterior.
Quais normas técnicas regem os serviços de Escoramento e preparo de fundo de valas?
O caderno referencia 9 normas e legislações, entre elas: NBR 9061, NBR 17015:2023, NBR 15696:2009, NBR ISO 16417. A lista completa com títulos está na seção de normas desta página.
Onde baixar o PDF oficial do caderno Escoramento e preparo de fundo de valas?
O PDF oficial está no portal da Caixa: baixar SINAPI-CT-ESCORAMENTO-E-PREPARO-DE-FUNDO-DE-VALAS.pdf. Nesta página o mesmo conteúdo está estruturado e navegável — e cada composição do caderno tem página própria com a execução, os critérios de medição e os preços por estado da referência vigente.
Fonte: Caderno Técnico de Composições SINAPI — Escoramento e preparo de fundo de valas (Caixa Econômica Federal), transcrição integral. Preços: referência SINAPI vigente. Documento oficial ↗